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09 Dec 2008 - CNBB
Dom Nelson Westrupp
Alegremo-nos! Vamos ao encontro do
“Maravilhoso Conselheiro, do Príncipe da
Paz” (Is 9,5), do Redentor que se aproxima.
Estão-se completando os dias (cf. Lc 2,6)
daquele bendito e santo Nascimento que
reviveremos nos mistérios da Noite Santa do
Natal. Torne-se nossa vigilância mais
intensa e nossa oração mais confiante.
Todos os anos somos convidados a resgatar o
sentido pleno do Natal de Jesus, para
vivê-lo como cristãos e cristãs, fugindo à
mentalidade cada vez mais paganizada de
nossa época. Não nos deixemos infectar ou
contaminar pelo vírus do consumismo e do
materialismo. Infelizmente, antes mesmo de
iniciarmos o tempo litúrgico do Advento,
enfeites natalinos e a voracidade consumista
invadem nossas ruas, lojas e até nossos
corações. Com isso, o Natal cristão vai-se
transformando em simples recordação do
nascimento de nosso Salvador.
Não obstante a mentalidade semipaganizada do
Natal, a festa da Criança de Belém é um dom
de luz que rasga e rompe as trevas da
humanidade, prisioneira do pecado, incapaz
de amar. O Natal do Senhor abre-nos a uma
incontida alegria, de que ninguém sai ileso.
A liturgia cristã é significado de festa,
porque “Deus está conosco”. Onde há vida, há
alegria. A alegria causada pela vinda do
Salvador é portadora de paz e de esperança.
Diante do presépio, ficamos tomados de
ternura e exultação a contemplar enlevados o
mistério de vida que encerra o amor infinito
de Jesus Salvador. Por isso, vamos às
pressas a Belém para ver o recém-nascido
deitado na manjedoura (cf. Lc 2,15-16). Não
fiquemos trancados em casa, prisioneiros de
nossas trevas e negativismos. Vamos! Guiados
pela Estrela, vamos com o coração alegre e
feliz! Lá há uma Luz resplandecente que nos
faz transcender o que vemos com os olhos da
carne. Sim, os olhos da mente abrem os
caminhos do coração, que permitem apreender
e acolher a Verdade que nos liberta de todo
mal. A Luz de Belém empenhar-nos-á em viver
na liberdade e na dignidade de filhos e
filhas de Deus. Fará com que abandonemos a
noite do pecado, abrindo-nos para a graça da
Vida nova, iluminados pela “Luz verdadeira,
que vindo ao mundo, a todos ilumina” (Jo
1,9). A alegria completa nasce da Luz que
resplandece num coração transparente, que
não teme a escuridão da falsidade. Não se
trata de uma alegria frenética causada pela
droga, pelos paraísos artificiais e
enganosos, pela embriaguez momentânea...
Trata-se da embriaguez do Espírito que
regenera e renova, trazendo paz e serenidade
ao coração humano.
Estamos bem próximos da chegada do Deus
Menino. Ninguém falte ao encontro marcado
com Ele. A incomensurável distância
percorrida por Deus para chegar até nós é
razão suficiente para corrermos ao Seu
encontro e sentirmos “que coisa é o ser
humano, para dele te lembrares e o
visitares” (Sl 8,5).
Na proximidade do Natal, não há motivo para
angústias e temores. Fazendo espaço para
Jesus nascer, o Natal será ocasião única
para um encontro vivo, amigo e pessoal com
Ele. Acolhamos Jesus Cristo, “concebido por
obra do Espírito Santo, nascido da Virgem
Maria”. Acolher o Filho de Maria significa
mostrá-Lo vivo, transparente em nós,
visibilizando em nosso jeito de ser a Sua
amabilidade, a Sua ternura, a Sua bondade e
o Seu amor.
Aos queridos Diocesanos e Diocesanas, um
Natal feliz e santo, para que o Novo Ano
seja alegre e repleto de muita paz no
Senhor.
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